Marina Silva diz que sofre preconceito por ser evangélica



Durante entrevista ao portal Metrópoles nesta quinta-feira (5), a pré-candidata pela Rede, Marina Silva, afirmou que sofre preconceitos por causa da sua fé.

“Ao longo da minha vida, tive que enfrentar muitas dificuldades, mas nunca percebi, desde que eu comecei a ocupar os espaços públicos, atitudes de preconceito contra a minha pessoa. Diria que, depois que me converti à fé cristã evangélica, é que esse preconceito às vezes é mais visível. Há uma tendência das pessoas fazerem generalizações”, lamenta.

A líder da Rede deixou claro, no entanto, que o fato de ser evangélica não pautará suas decisões, pois “estamos num Estado laico”, o que ela considera “uma bênção”.

“A fé cristã evangélica deu uma grande contribuição ao mundo a partir da Reforma, ao estabelecer o conceito de Estado laico… Portanto, se tem algum evangélico que deseja em transformar o Brasil em Estado teocrático não conhece a história”.

Falando sobre as “pautas LGBT”, disse que “todas as pessoas são cidadãos portadores de direitos iguais. Ninguém vai impor a religião pela lei”. Ela não deseja “enfrentar” a bancada evangélica, mas prega que os deputados deveriam legislar “para todos os cidadãos”.

Missionária da Assembleia de Deus, Marina mantém que os governantes não precisam abrir mão de suas convicções religiosas: “Quem vai governar, vai governar para todos. Agora, as pessoas têm o direito de expressar suas opiniões, sem preconceito e violência. Mas ninguém pode impor a quem crê ter que abrir mão das suas convicções”.

Durante a entrevista, a ex-senadora do PT pelo Acre disse estar preparada para governar o país e falou sobre a necessidade de “refundar a República”.

Ressaltou que poderá herdar votos dos eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O voto não pertence a mim, ao Lula ou ao Bolsonaro. Até o dia 7 de outubro, o voto é do cidadão… Vou lutar para convencer os cidadãos brasileiros que um novo alinhamento político precisa acontecer.”

Ao falar dos ataques sofridos na campanha de 2014, quando foi alvo de ataques frontais da ex-companheira Dilma Rousseff, Marina lembrou que foi vítima “de mentira, da violência e do abuso do poder econômico”. Reclamou ainda que a presidente deposta inaugurou no país o uso de “notícias falsas” para prejudicar sua imagem. Mesmo assim, não guarda mágoas.

Parafraseando o texto de 1 Coríntios 6, explica que escolheu viver segundo o lema “é preferível sofrer uma injustiça a praticar uma injustiça”.


“Não guardo mágoas. Confesso que fiquei surpreendida quando soube que todas as baterias do PT estavam voltadas para me aniquilar… Jamais revidaria na mesma moeda, porque você pode se transformar naquilo que combate”, concluiu, assegurando que a eleição de Dilma em 2014 foi uma “fraude”.

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